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  • Foto do escritor: Thainara Mangolin
    Thainara Mangolin
  • 27 de ago. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 26 de jan.

Um diagnóstico é apenas o princípio e não o fim, ele deve ser processo e não produto.


As manifestações clínicas neurodivergentes não são meros sintomas isolados. Sob elas, subjaz um processo atípico de neurodesenvolvimento que, em sua essência, atravessa e "reconfigura" os parâmetros considerados típicos.



Esta compreensão nos leva a uma reflexão crítica sobre a linguagem que adotamos. Como os critérios diagnósticos predominantes (CID e DSM) que tendem a potencializar a ênfase nos prejuízos e déficits. Esse foco, quando torna as características mais evidentes do que o ser humano em si, pode gerar um processo de "coisificação" do indivíduo.



Nesse paradigma reducionista, o sujeito é concebido como "um autista", por exemplo, visto somente como um portador de um quadro sintomático, em vez de ser reconhecido como uma pessoa, com toda a sua singularidade e individualidade, que tem autismo.



💡 Há uma expressão singular no diagnóstico.



O diagnóstico se revela como ponto de partida, pois é na expressão particular e singular que revela-se em toda a sua complexidade: suas conexões internas, as leis de seu movimento, sua evolução e, finalmente, sua totalidade histórico-social.



Portanto, o desenvolvimento singular de uma pessoa neuroatípica não é um caminho pré-determinado apenas pelo diagnóstico ou, pelos menos não deveria ser. São as formas de interação com o outro e com o mundo que irão constituir, moldar e contribuir decisivamente para a trajetória única de seu desenvolvimento. E para isso, o mundo precisa incluí-los em todos espaços. 🌿


 
 
 

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