- Thainara Mangolin

- 23 de fev.
- 1 min de leitura

Muitas pessoas autistas enfrentam dificuldades na compreensão de metáforas — expressões não literais que exigem interpretar contexto, intenção do outro e sentidos implícitos da fala. A literatura aponta que essa dificuldade pode estar relacionada a desafios no acesso ao significado figurado, na leitura do contexto ou na compreensão das intenções do interlocutor.
Quando a comunicação cotidiana se torna um espaço de incerteza — onde nem sempre é claro o que está sendo dito ou esperado — é comum que surjam frustração e insegurança.
Com o tempo, isso pode levar à:
➡️ evitação comunicativa
➡️ retraimento social
➡️ menor participação em interações espontâneas
Além disso, estados emocionais intensos, como episódios de meltdown e shutdown, podem bloquear ou desorganizar a linguagem. Nessas situações, falar deixa de ser apenas difícil — pode se tornar impossível.
Assim, o isolamento social no austismo não deve ser entendido como falta de interesse social, mas muitas vezes como uma resposta ao esforço emocional e cognitivo exigido para se comunicar em ambientes pouco previsíveis.
A linguagem não é apenas uma habilidade técnica — ela depende de segurança emocional, previsibilidade e relações que acolham.
Por isso, o apoio precisa ir além de “ensinar a falar melhor”.
É necessário construir:
✔️ segurança relacional
✔️ espaços de escuta
✔️ apoio à autorregulação emocional
Comunicar-se é também sentir-se seguro para existir em relação com o outro.
MORAIS, Caio Pereira Gottschalk et al. Título do artigo. Revista Neuropsicología latinoamericana, Salvador, v. 17, n. 3, p. 36-53, 2025. DOI 10.5579/rnl.2025.0922



Comentários